Quero secar as minhas lágrimas
junto aos meus.
Desde os outros milianos,
adentrando rumos em segredo nosso.
Chegamos ao remédio do remediado
filosofias de remendo.
Hoje trabalho removendo
a terra do túmulo de meu avô.
Um elo quebrado
dos mares de demônios.
Sou filha do mar
e o meu olho é rasgado
pela sua praga que
azeda o caldo.
Não venha com sua maldade,
nos subterrâneos o martelo
inverte o desgaste.
Traz a sua reza fina
pra contemplar o que
não enche a nossa barriga.
Mas não chegue na maldade
porque nosso elo é
a vírgula.
O meu olho é rasgado, e
é minha alegria.
Silêncio diante da nossa imensidão
que a sua vista nem chega.
São nossos corpos,
prestenção,
de fogo
água
vento
montanha
terra
rio e
trovão
Aqui costuma morar o poço do mundo.
É um profundo onde eu
piso nos mortos e
respiro sua respiração.
Curamos então nossos umbigos
furtados
e assim eu digo
que há comida no prato
estamos salvos.
Guarde a sua maldade,
nossos passos são furtivos
tu desconheces
e o olho foi rasgado.
(eu, 2009)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
Só a Mulherada!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Música do Macalé!
Aqui vai uma singela homenagem ao amor carnal:
Açogueira
Eu vagava a esmo encharcado
Em martírio, tortura e desilusão
E ao cruzar o açougue da esquina
Meu olhar distraído ela raptou
Estava ela vestida de branco
Toda ensangüentada e com a faca na mão
Foi em torno de peças de alcatra
Que pude encontrar minha doce paixão
Açougueira
Nunca mais te esquecerei
Esses beijos de novela
O tesouro que eu ganhei
Açougueira
O meu mundo se incendeia
Meu coração não é um bife
Pra você jogar na grelha
Naquele tempo tudo era colorido
O sol raiava sempre em céu de brigadeiro
E eu era tua picanha em alta brasa
E você minha maminha na manteiga
Nossos corpos nas areias escaldantes
Com suor e salpicados de areia
No quiosque você pede um conhaque
Toma um porre e depois diz que me odeia
Açougueira
O meu mundo se incendeia
Meu coração não é um bife
Pra você jogar na grelha
Açougueira
Eu lhe peço, por favor
Não jogue todo o nosso caso
No frigorífico do amor!
Luiz Felipe(vulgar) Macalé
Açogueira
Eu vagava a esmo encharcado
Em martírio, tortura e desilusão
E ao cruzar o açougue da esquina
Meu olhar distraído ela raptou
Estava ela vestida de branco
Toda ensangüentada e com a faca na mão
Foi em torno de peças de alcatra
Que pude encontrar minha doce paixão
Açougueira
Nunca mais te esquecerei
Esses beijos de novela
O tesouro que eu ganhei
Açougueira
O meu mundo se incendeia
Meu coração não é um bife
Pra você jogar na grelha
Naquele tempo tudo era colorido
O sol raiava sempre em céu de brigadeiro
E eu era tua picanha em alta brasa
E você minha maminha na manteiga
Nossos corpos nas areias escaldantes
Com suor e salpicados de areia
No quiosque você pede um conhaque
Toma um porre e depois diz que me odeia
Açougueira
O meu mundo se incendeia
Meu coração não é um bife
Pra você jogar na grelha
Açougueira
Eu lhe peço, por favor
Não jogue todo o nosso caso
No frigorífico do amor!
Luiz Felipe(vulgar) Macalé
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Quanto Tempo o Tempo Tem


Hoje na Oficina dos Sonhos participou uma criança firmeza (deve ter lá seus 6 anos), chamado Vitor, filho da Sirlene. Assim que chegou pegou as tintas e nem se importou com a nossa presença, lambuzou o papel. No fim, olhando os desenhos um mais lindo que o outro, eu disse assim:
- Ô Vitinho, você tem futuro!
- Ah... mas Carolzinha... o que é futuro hein?
segunda-feira, 27 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Trágica
Me pegou pelos braços
e acendeu minha garganta
calando meu sossego
enquanto durmo.
Foi tomando cada cantinho
onde eu lavro esperanças
de vontades de sair correndo.
Se apossou de mim
como quem come a sobremesa,
ardendo tudo à minha volta
seu fogo implacável.
Eu dizia não
querendo gritar
me subindo o calafrio pelas
curvas das costas.
Em volta as paredes pingavam
por dentro era a dor desterrada
e eu dizia não,
querendo gritar
contra sua triste
sede de me tomar inteira.
... dedicado à minha gripe.
e acendeu minha garganta
calando meu sossego
enquanto durmo.
Foi tomando cada cantinho
onde eu lavro esperanças
de vontades de sair correndo.
Se apossou de mim
como quem come a sobremesa,
ardendo tudo à minha volta
seu fogo implacável.
Eu dizia não
querendo gritar
me subindo o calafrio pelas
curvas das costas.
Em volta as paredes pingavam
por dentro era a dor desterrada
e eu dizia não,
querendo gritar
contra sua triste
sede de me tomar inteira.
... dedicado à minha gripe.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Voz Suja
Busquei o rosto das palavras,
mas todas passavam com pressa.
Sem tempo, leves e sem mágoa.
Não estavam tímidas, é que
não oferecei meu leito triste
como ancoradouro
por isso me ignoravam.
Por mim atravessavam águas,
e ilha não fui.
Raiz de que erva aqui nasceria,
para seu próprio fim?
Cultivo de ventos talvez,
que a tudo carrega.
Sou rio sem margem e sem pouso
inerte no fundo de mim.
Daqui partiram os girinos pequenos e
os peixes coloridos.
Intenção minha de ficar eternamente impura
cheia de lama.
De dia, sou espelho de quem passa
e aqui padece um reflexo.
Dou pontadas nos olhos
minha sina.
É voz suja que contém
a noite guardada
o movimento de minhas
pernas flutuantes.
Agarro vapores pela madrugada,
sorvendo delírios de
letras enfileiradas.
Palavras que sabia de cor, e que
por essa região vivem.
Mas sei, sou poço imundo que transborda
água infértil.
Sendo lama
na secura do verbo.
(eu, 2009)
mas todas passavam com pressa.
Sem tempo, leves e sem mágoa.
Não estavam tímidas, é que
não oferecei meu leito triste
como ancoradouro
por isso me ignoravam.
Por mim atravessavam águas,
e ilha não fui.
Raiz de que erva aqui nasceria,
para seu próprio fim?
Cultivo de ventos talvez,
que a tudo carrega.
Sou rio sem margem e sem pouso
inerte no fundo de mim.
Daqui partiram os girinos pequenos e
os peixes coloridos.
Intenção minha de ficar eternamente impura
cheia de lama.
De dia, sou espelho de quem passa
e aqui padece um reflexo.
Dou pontadas nos olhos
minha sina.
É voz suja que contém
a noite guardada
o movimento de minhas
pernas flutuantes.
Agarro vapores pela madrugada,
sorvendo delírios de
letras enfileiradas.
Palavras que sabia de cor, e que
por essa região vivem.
Mas sei, sou poço imundo que transborda
água infértil.
Sendo lama
na secura do verbo.
(eu, 2009)
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