TEUS PÉS
torcia pra ouvir teus pés chegando
raspando e encostando no mesmo chão
levantando a mesma poeira
abrindo a mesma porta
sem pedir licença na entrada
sem pensar nos passos da saída
acordando todo meu resto de noite
tirando toda ela do escuro
teu rosto cortando o silencio
e o meu eu encostanto no teu outro
e o teu eu no outro meu
e nossos rostos se tornando um rosto
e mandando o tempo pro espaço
e brincando de pele apertada
e lavando a alma com suor
e nosso quarto dizendo universo
e nossas bocas sem dizer palavras
e nossas mãos
se perdendo e se prendendo
umas com as outras
Douglas Alves
www.lacarnevale.blogspot.com
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Bora!
Dia 4 agora, pego um buzão mais Allan da Rosa pra somar no mês das Edições Toró no Sesc Campinas.
Quem quiser entrar na roda dê uma olhadela aqui ó:
http://www.edicoestoro.net/component/content/article/25-atividades/152-mes-edicoes-toro-no-sesc-campinas-oficinas-e-rodas-de-leitura-com-mateus-subverso-guma-e-allan-da-rosa.html
segunda-feira, 26 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O homem que viu o cão e Saco murcho
Povo, vamos chegar! Participei da criação da ilustração do seu Zé! Agora deixo aqui o recado:
Este é um chamado especial
a vocês que são nossos parceiros
no nascimento deste rebento sertanejo
Obrigado por acreditar na semeação e intenção
Contamos ver vocês conosco pra celebrar junto com os autores
clique para ampliar
Sarau Elo da Corrente
Festa Julina e Lançamento dos cordéis:
O Homem que Viu o Cão
de João do Nascimento Santos
Saco Murcho e Outras Rimas Matutas
de Zé Correia
22/07/2010
Festa Julina e Lançamento dos cordéis:
O Homem que Viu o Cão
de João do Nascimento Santos
Saco Murcho e Outras Rimas Matutas
de Zé Correia
22/07/2010
Quinta Feira
Bar do Santista
Rua Jurubim 788 -APirituba - SP20:30 hs
Realização:Elo da Corrente Edições
VAI - PMSP
Apoio:Coletivo Cultural Poesia na Brasa
Coletivo Cultural Esperança Garcia
Bar do Santista
Rua Jurubim 788 -APirituba - SP20:30 hs
Realização:Elo da Corrente Edições
VAI - PMSP
Apoio:Coletivo Cultural Poesia na Brasa
Coletivo Cultural Esperança Garcia
Contatos:
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Carta a um Amor
Nego meu, hoje amanheceu escuro, do lado de cá. Tenho prontas-visões do que intuí. Mas muito não sei não. Adverti quem aqui mora, é tempo de esperar, évem a chuva. Cairá na calha trazendo de tudo que se acumula na estação. Galhinhos, folhas, bichos mortos. O chão fica sujo, mas eu não acho sujo não. Começo a divisar a matéria podre, eu gosto. Hoje mesmo, fiquei de admirar os mofos crescendo de tanta umidade. Homem, como pode um negócio tão ralo, tão pouco, ir subindo e fazendo essa engenharia rasteira, lá no meio do vértice onde ponteia o quarto todo? E quando esverdeia o pão, todo nosso apetite de amor? Bolor que o povo cá chama, embolorou, emboloiou, emborolou. Palavras bonitas, deviam ficar na gente feito música de refrão. Ôi, meu bem. Como se entende daí? Queria, em tua pele, fazer desenhos como agora, visse, eu passando o dedo aqui nas prateleiras. O dedo engomadinho de pó, eu tirando sua saudade. Nego, ôi. Manda os ponteios dos seus lápis pra cá, aqui vou recolher, ficar quietinha.
terça-feira, 29 de junho de 2010
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