manhã das horas,
pequenas areias
que levo no bolso.
os passos são curtos,
apertados,
são muitos que tenho.
brasas das tardes
fuligem dos acordes.
estrelas estrebuchando
no céu, enormes.
côro zuado
minha nota ecoa
brava, na noite.
e esse cinzento
das horas que apalpo
não colore
o tanto que tenho.
(novembro 2009)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Último QuintasOito do ano!!!
Tambores da Noite
Minha gente,
enquanto uns nascem por aí, eu vou abrindo os braços!
E além disso, vem que nasce o livro do Carlos de Assumpção,
que eu tive a aventura de fazer os desenhos!
Sabe que? Vai ser bonito demais! Quem tiver cor age que venha conosco.

Confira a programação
dos lançamentos do livro
"Tambores da Noite"
*
Dia 19 (quinta-feira)
20 horas
Bar do Cláudio Santista
Rua Jurubim, 788-A. Pirituba. Zona Oeste.
Entrada franca. (11) 3906-6081 c/ Raquel e Michel.
elodacorrente@hotmail.com
*
Dia 20 (sexta-feira)
16 horas
Centro Cultural da Juventude
Av. Dep. Emílio Carlos, 3.641 – Vila Nova Cachoeirinha.
Zona Norte. (11) 3984-2466.
http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br
*
Dia 21 (sábado)
19 horas
Bar do Carlita
Rua Professor Viveiros Raposo, 234
(em frente da escola E.E. João Solimeo).
Brasilândia. Zona Norte.
(11) 3922-8593.
brasasarau@yahoo.com.br ou http://brasasarau.blogspot.com
enquanto uns nascem por aí, eu vou abrindo os braços!
E além disso, vem que nasce o livro do Carlos de Assumpção,
que eu tive a aventura de fazer os desenhos!
Sabe que? Vai ser bonito demais! Quem tiver cor age que venha conosco.

Confira a programação
dos lançamentos do livro
"Tambores da Noite"
*
Dia 19 (quinta-feira)
20 horas
Bar do Cláudio Santista
Rua Jurubim, 788-A. Pirituba. Zona Oeste.
Entrada franca. (11) 3906-6081 c/ Raquel e Michel.
elodacorrente@hotmail.com
*
Dia 20 (sexta-feira)
16 horas
Centro Cultural da Juventude
Av. Dep. Emílio Carlos, 3.641 – Vila Nova Cachoeirinha.
Zona Norte. (11) 3984-2466.
http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br
*
Dia 21 (sábado)
19 horas
Bar do Carlita
Rua Professor Viveiros Raposo, 234
(em frente da escola E.E. João Solimeo).
Brasilândia. Zona Norte.
(11) 3922-8593.
brasasarau@yahoo.com.br ou http://brasasarau.blogspot.com
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Presságio da Primavera
ontem revirando meus velhos cadernos achei uma poesia da Renatinha, que ela me deu faz um tempão. Lembrei porquê, e hoje parece que faz de conta ela me deu ele tudo de novo, porque entrou bem no buraquinho que estava abrindo em mim.
lá vai
Presságio da Primavera
Se é ou não é a Primavera
Veja só.
Você pode olhar para as flores
enquanto eu olho para o chão.
Ontem foi dia de festa
hoje é solidão.
E eu sei que não estou vazia.
Não há futuro,
sinta só
que eu não posso olhar para trás.
Amanhã eu vou embora
daqui ou de qualquer lugar.
Não importa, eu estou.
E se ainda abro meus olhos
é que não sei se te vejo
mais em sonho que em presença
de um dia que eu vivo já.
Quero um dia pra chorar
mas a vida vai tão depressa
que é preciso deixar contida
a tristeza
para que a vida que mal começa
tenha tempo de se acabar.
Não quero amor,
não quero amar
não quero nenhuma promessa
nem mesmo para ser cumprida.
Não quero a esperança partida
Nem nada do que regressa.
Quero um dia para chorar
Quero um dia para chorar
Dia para desprender-me dessa aventura
mal resolvida
Entre os espelhos já sem saída
Em que jaz minha face impressa.
Chorar sem protesto,
chorar.
Eu sei o que é a Primavera (?)
(Renatita)
lá vai
Presságio da Primavera
Se é ou não é a Primavera
Veja só.
Você pode olhar para as flores
enquanto eu olho para o chão.
Ontem foi dia de festa
hoje é solidão.
E eu sei que não estou vazia.
Não há futuro,
sinta só
que eu não posso olhar para trás.
Amanhã eu vou embora
daqui ou de qualquer lugar.
Não importa, eu estou.
E se ainda abro meus olhos
é que não sei se te vejo
mais em sonho que em presença
de um dia que eu vivo já.
Quero um dia pra chorar
mas a vida vai tão depressa
que é preciso deixar contida
a tristeza
para que a vida que mal começa
tenha tempo de se acabar.
Não quero amor,
não quero amar
não quero nenhuma promessa
nem mesmo para ser cumprida.
Não quero a esperança partida
Nem nada do que regressa.
Quero um dia para chorar
Quero um dia para chorar
Dia para desprender-me dessa aventura
mal resolvida
Entre os espelhos já sem saída
Em que jaz minha face impressa.
Chorar sem protesto,
chorar.
Eu sei o que é a Primavera (?)
(Renatita)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
V.S.
Finalmente esses dois sentaram a bunda no estúdio! Vejam aí a primeira música de tantas, do grupo Versus, do Skol e Vibox.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
O passageiro
Quando, há alguns anos
Aprendi a dirigir um carro, meu instrutor
Me fazia fumar um charuto; e quando
Na confusão do tráfego ou em curvas difíceis
O charuto apagava, ele me tirava o volante.
Também contava piadas, e se eu não sorria
Muito ocupado com a direção, afastava-me
Do volante.
Eu estava inseguro, dizia ele.
Eu, o passageiro, me apavoro quando vejo
O motorista muito ocupado com a direção.
Desde então, ao trabalhar
Cuido para não ficar absorvido demais no trabalho.
Dou atenção a muitas coisas em volta
Às vezes interrompo o trabalho para Ter uma conversa.
Andar mais rápido do que o que me permite fumar
É algo que já não faço.
Penso
No passageiro
Bertold Brecht
Aprendi a dirigir um carro, meu instrutor
Me fazia fumar um charuto; e quando
Na confusão do tráfego ou em curvas difíceis
O charuto apagava, ele me tirava o volante.
Também contava piadas, e se eu não sorria
Muito ocupado com a direção, afastava-me
Do volante.
Eu estava inseguro, dizia ele.
Eu, o passageiro, me apavoro quando vejo
O motorista muito ocupado com a direção.
Desde então, ao trabalhar
Cuido para não ficar absorvido demais no trabalho.
Dou atenção a muitas coisas em volta
Às vezes interrompo o trabalho para Ter uma conversa.
Andar mais rápido do que o que me permite fumar
É algo que já não faço.
Penso
No passageiro
Bertold Brecht
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