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domingo, 26 de janeiro de 2014

Só porque ando pensando nos sims.



Canção de Mauricio Pereira.


Trovoa (letra)

Minha cabeça trovoa
sob meu peito te trovo
e me ajoelho
destino canções pros teus olhos vermelhos
flores vermelhas, vênus, bônus
tudo o que me for possível
ou menos
(mais ou menos)
me entrego, ofereço
reverencio a tua beleza
física também
mas não só
não só

graças a Deus você existe
acho que eu teria um troço
se você dissesse que não tem negócio
te ergo com as mãos
sorrio mal
mal sorrio
meus olhos fechados te acossam
fora de órbita
descabelada
diva?
súbita…
súbita…

seja meiga, seja objetiva
seja faca na manteiga
pressinto como você chega
ligeiro
vasculhando a minha tralha
bagunçando a minha cabeça
metralhando na quinquilharia
que carrego comigo
(clipes, grampos, cremes, tônicos):
toda a dureza incrível do meu coração
feita em pedaços…

minha cabeça trovoa
sob teu peito eu encontro
a calmaria e o silêncio
no portão da tua casa no bairro
famílias assistem tevê
(eu não)
às 8, 9 da noite
eu fumo um marlboro na rua como todo mundo e como você
eu sei
quer dizer
eu acho que sei…
eu acho que sei…

vou sossegado e assobio
e é porque eu confio
em teu carinho
mesmo que ele venha num tapa
e caminho a pé pelas ruas da Lapa
(logo cedo, vapor… não acredito!!?)
a fuligem me ofusca
a friagem me cutuca
nascer do sol visto da Vila Ipojuca
o aço fino da navalha que faz a barba
o aço frio do metrô
o halo fino da tua presença

sozinha na padoca em Santa Cecília
no meio da tarde
soluça, quer dizer, relembro…
batucando com as unhas coloridas
na borda de um copo de cerveja
resmunga quando vê
que ganha chicletes de troco

lembrando que um dia falou
“sabe, você tá tão chique
meio freak, anos 70
fique
fica comigo
se você for embora eu vou virar mendigo
eu não sirvo pra nada
não vou ser teu amigo
fique
fica comigo…”

minha cabeça trovoa
sob teu manto me entrego
ao desafio de te dar um beijo
e entender o teu desejo
me atirar pros teus peitos
meu amor é imenso
maior do que penso
é denso
espessa nuvem de incenso de perfume intenso
e o simples ato de cheirar-te
me cheira a arte
me leva a Marte
a qualquer parte
a parte que ativa a química
química…

ignora a mímica
e a educação física
só se abastece de mágica
explode uma garrafa térmica
por sobre as mesas de fórmica
de um salão de cerâmica
onde soem os cânticos
convicção monogâmica
deslocamento atômico
para um instante único
em que o poema mais lírico
se mostre a coisa mais lógica

e se abraçar com força descomunal
até que os braços queiram arrebentar
toda a defesa que hoje possa existir
e por acaso queira nos afastar
esse momento tão pequeno e gentil
e a beleza que ele pode abrigar
querida nunca mais se deixe esquecer
onde nasce e mora todo o amor.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Doidices

Caminho de viela em viela, entro e saio de cubos brancos e discussões cú dos contemporâneos. Vou ali, pego busão lotado, dou aula o dia todo, entro no cubo espelhado-rosa tomando café pra espiar os aristocratas formalistas pintores. Entre um muro e outro avisto maravilha rasgada, contra o lixo de cores xumbrega e preciosismo técnico de grafiteiros de butique. Tô ficando doida, mas certeira: única coisa que meu olho-mão não quer desgarrar: Carolina, de uma forma ou de outra, com apuro e ciência, arte é revolução.

Útero Urbe, intervenção no Sarau da Brasa

sábado, 6 de julho de 2013

Livro de Caras

Criei uma página no facebook com meus trabalhos. Quem chegar fortalece!

https://www.facebook.com/CarolinaTeixeiraCarolzinha?ref=hl

terça-feira, 4 de junho de 2013

Tortuoso

Sangra como a veia aberta e gera. 
O desenho eminentemente, gera. 

  É um esporo, uma fresta, o respiro antes do pulo do gato, uma guerra. Enquanto articulação visível, pode morar debaixo da terra anos a fio até brotar. De um desenho saem miríades de brotos e desses brotos outra cena. Por isso fico puta quando me dizem que o desenho que faço é simples. Gosto dessa palavra, mas quando estão todos os pingos nos "is" colocados. Porque se aventurar na busca do próprio traço nunca foi questão só de espontaneidade pura, mas uma labuta constante de pensar e repensar uma poética que construo, e que no caso do desenho quer explodir com todas as forças o olhar cartesiano. 
  Um dia conversando com Ganu falávamos de como o desenho é uma busca de equilíbrio entre forças apaziguadoras e a destruição. 
  Não se contentar com o exato, com o bonito embalado à vácuo, com palavras de ordem forjadas e vazias de significado vital. Não terminar um desenho, não cair no preciosismo, no adorno e na forma naturalista sempre foi questão primeira pra mim. 
  O traço que liberta o olho para a porosidade do papel vai mais de encontro ao olhar do Outro que vê, do que uma imagem autoritária: "Isso é Belo, como você não está vendo isso?". O desejo da destruição desse mundo que aí está não pode ir de encontro a imagens conciliadoras. 
  E continuo pensando enquanto errante: QUE IMAGENS GERAR? QUE IMAGENS GERAR? POR QUE AINDA CRIAR REPRESENTAÇÕES? QUE IMAGENS GERAR?


quinta-feira, 30 de maio de 2013

sábado, 27 de abril de 2013

Beijaço

♥ Tá difícil de alguém me representar, muito menos esse pastor faxista! Então resolvi dar um beijaço no Laerte também!!!

sábado, 6 de abril de 2013

Se nea fofo pe ne se gyinatwi abo bidie.